Relatório aprova mistura para baixar preço da gasolina

Aumento de 30% do percentual de etanol no combustível pode garantir redução de até R$ 0,13 por litro
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O ministro Alexandre Silveira: “Isso fortalece o compromisso do Brasil com os biocombustíveis e com a nossa liderança global na transição energética”
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), divulgou o relatório final da “Avaliação da utilização do percentual de 30% do etanol anidro na gasolina em veículos leves e motocicletas”, elaborado pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). O estudo confirma que a nova mistura, denominada E30, é viável dos pontos de vista técnico e ambiental, o que pode garantir uma redução de até R$ 0,13 por litro da gasolina, impacto que também vai contribuir para o controle da inflação. De acordo com Silveira, os resultados do estudo também alinham a política energética do País e os objetivos de sustentabilidade e segurança do consumidor. “O relatório confirma que podemos avançar na ampliação do uso do etanol na nossa matriz de combustíveis sem prejuízos para os consumidores. Isso fortalece o compromisso do Brasil com os biocombustíveis e com a nossa liderança global na transição energética”, afirma o ministro.

Os testes conduzidos pelo IMT avaliaram os impactos da elevação do teor de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%. Segundo o instituto, a mudança não causa impactos negativos relevantes em desempenho, dirigibilidade, consumo ou emissões. O estudo atende ao disposto na Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que prevê a ampliação do uso de biocombustíveis como parte da estratégia brasileira de descarbonização e transição energética.

Foram analisados 16 modelos de veículos leves e 13 motocicletas representativos da frota brasileira, com ensaios em laboratório e em pista. As avaliações incluíram partidas a frio, estabilidade de marcha lenta, aceleração, retomadas de velocidade e emissões veiculares. Os veículos abastecidos com E30 apresentaram comportamento similar ao da gasolina E27, demonstrando que os sistemas eletrônicos de controle e injeção – inclusive em modelos carburados – se adaptaram ao novo combustível.

Edição Scriptum com Ministério de Minas e Energia

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