O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, inauguraram nesta segunda-feira (28), no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, a UTE GNA II — maior usina termelétrica a gás natural do Brasil. Com 1,7 gigawatts (GW) de capacidade instalada, a planta é capaz de abastecer oito milhões de residências, reforçando a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico nacional. A construção da usina contou com R$ 7 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,9 bilhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e está enquadrada no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
O ministro destacou que o empreendimento impulsiona o desenvolvimento regional e promove inclusão social. “Dez mil empregos diretos foram gerados só na construção dessa nova usina. Isso sem falar nos dois programas de qualificação profissional oferecidos, com 750 trabalhadores já capacitados e 25% das vagas do último programa destinadas para mulheres. Isso é equidade de gênero no setor elétrico”, afirmou Alexandre Silveira.
O ministro ressaltou, ainda, o impacto estratégico da usina para o sistema elétrico nacional. “Teremos ainda mais musculatura no Sistema Interligado Nacional. Energia firme, capaz de atender à demanda dos Estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Isso representa 10% de toda a geração termelétrica a gás do País”, finalizou.
Durante o evento, Silveira e o diretor-presidente da GNA, Emmanuel Delfonse, assinaram uma Carta de Intenções da empresa para investir no desenvolvimento de projetos estruturantes nas áreas de energia e gás natural, com potencial de atrair até R$ 20 bilhões. A iniciativa é parte do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural, criado pelo programa Gás Para Empregar, e reforça a estratégia do governo federal para a transição energética. A medida contribui para a consolidação do Porto do Açu como um dos principais hubs de gás e energia do País.
Tecnologia
A UTE GNA II opera com tecnologia de ciclo combinado — três turbinas a gás e uma a vapor — o que proporciona eficiência energética recorde de 62%, a maior do mercado brasileiro. Além disso, a planta já está preparada para utilizar até 50% de hidrogênio em sua operação, o que a posiciona como referência para a transição energética justa e sustentável.
Integrada ao terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) do Porto do Açu, a usina se soma à UTE GNA I, já em operação, elevando a capacidade instalada do complexo para 3 GW — o maior da América Latina no segmento de termelétricas a gás natural.
Edição Scriptum com Ministério de Minas e Energia
