O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, liderança do PSD no Estado, morreu nesta quarta-feira (26) na capital mineira, aos 77 anos, em decorrência de um câncer no sistema linfático. Ele estava internado desde 3 de janeiro último, dois dias após tomar posse virtualmente para o segundo mandato à frente da prefeitura. Desde que foi diagnosticado com o linfoma não Hodgkin, em julho de 2024, Fuad passou por cirurgia e diversas internações.
Em nota divulgada nas redes sociais, o secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, lamentou a morte do prefeito. “Fuad Noman dedicou a vida à causa pública, ao bem-estar da sociedade. Funcionário de carreira do Banco Central, trabalhou na Casa Civil do governo federal na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em Minas Gerais, ocupou três secretarias na gestão Anastasia. Em Belo Horizonte, foi secretário, vice-prefeito e prefeito reeleito. Fez muito pelos brasileiros, mineiros e belo-horizontinos. Tinha ainda muitos planos e projetos para melhorar a vida das pessoas, especialmente daquelas mais necessitadas. Nos deixa cedo demais. Meu profundo pesar à família, aos amigos e a todos os companheiros que estavam ao seu lado nesta nobre e difícil missão de fazer de Belo Horizonte uma cidade melhor para as pessoas”, afirma Kassab no texto.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também manifestou pesar. “Tive a alegria de comungar tanto da sua decência quanto do espírito público, além da convivência estreita. Acompanhei de perto seus sonhos e planos para uma cidade cada vez melhor, em busca de uma melhor qualidade de vida para nossa gente. Fuad contribuiu por mais de 40 anos no serviço público de forma brilhante e ilibada. Sua dedicação deixou legado não apenas em nossa cidade, mas para o Brasil, com seu trabalho no desenvolvimento do Plano Real e tantas outras políticas econômicas para o nosso País”, diz um dos trechos da nota divulgada pelo ministro nas redes sociais.
Outra liderança do PSD que se manifestou sobre a morte de Fuad Noman foi o ministro do Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais. “Um homem de coração enorme, preocupado com as pessoas, leal e generoso, que lutou bravamente pela vida. Fuad deixa sua marca como servidor público, com 55 anos de dedicação e resultados, e uma saudade imensa em todos os que conviveram com ele.”
Presidente do partido em Minas Gerais, o deputado estadual Cassio Soares também se manifestou. “Hoje, Belo Horizonte e a política perdem um gestor dedicado e preparado, um amigo que sempre cuidou da nossa capital com carinho e compromisso. Mesmo nos momentos difíceis, Fuad Noman jamais desistiu, sempre empenhado em fazer o melhor por BH. Além de compartilharmos a paixão pela política, construímos uma amizade. Recebo com muita tristeza a notícia de seu falecimento. Meu respeito por sua trajetória e minha solidariedade à sua esposa, Mônica, aos seus filhos, netos, amigos e a toda a população belo-horizontina.”
Trajetória
Fuad Jorge Noman Filho nasceu em 30 de junho de 1947, em Belo Horizonte. Formado em Ciências Econômicas pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília, começou a trabalhar no serviço público como funcionário do Banco Central. Foi secretário da Fazenda de Minas Gerais, entre 2003 e 2006, e secretário de Transportes e Obras Públicas (2007-2010). Trabalhou como secretário executivo da Casa Civil no governo FHC, foi consultor do FMI e presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais na gestão do ex-governador Antonio Anastasia, entre 2011 e 2012. Além de político e economista, destacou-se como escritor, publicando os livros O Amargo e o Doce, Cobiça e Marcas do Passado.
Fuad deixa a esposa, Mônica Drummond, com quem foi casado por 52 anos, dois filhos e quatro netos.
Matéria: PSD Nacional